No âmbito do parceria entre a CGD e o Comité Português para o Ano Polar Internacional que levou à criação de várias bolsas para a "Nova geração de cientistas polares", Gonçalo Vieira esteve nas Svalbard para apresentar a um grupo de jornalistas exemplos dos efeitos das alterações climáticas sobre as regiões polares. A viagem decorreu entre 4 e 8 de Setembro de 2008 e incluiu visitas a instituições de investigação (Norsk Polar Institutt em Tromso e UNIS em Longyearbyen) e saídas de campo.

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Portugal entrou para membro consultivo da International Permafrost Association (IPA) no passado dia 28 de Junho na 18ª reunião do Conselho da IPA que decorreu no âmbito da Ninth International Conference on Permafrost que está a decorrer em Fairbanks, Alasca (E.U.A.). Portugal era membro associado desde 2005, mas esse estatuto apenas permitia a presença de um observador no Conselho da IPA, sem direito a voto. Com o desenvolvimento das actividades portuguesas sobre permafrost, potenciadas pelo Ano Polar Internacional, o número de investigadores nacionais a trabalhar sobre permafrost, justificou esta mudança de estatuto. A proposta, apresentada por Gonçalo Vieira do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, foi aprovada por unanimidade.

Em Portugal, as instituições que se encontram a trabalhar em permafrost são o Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, o Centro de Geofísica da Universidade de LIsboa, o Centro de Geofísica da Universidade de Évora, o IPIMAR e o CERENA do Instituto Superior Técnico. Há ainda outras equipas que trabalham em ambientes periglaciários herdados, como é o caso do Instituto de Geografia da Universidade de Coimbra.

Mais informações sobre a International Permafrost Association encontram-se em http://www.ipa-permafrost.org/

Consultando a versão electrónica da revista Frozen Ground, é possível saber mais sobre o estado do permafrost no planeta, bem como acerca das actividades nacionais na International Permafrost Association.

 
 

Foi a 23 de Junho de 2008, no Salão Nobre da Assembleia, a nova colecção de selos dos CTT dedicada ao Ano Polar Internacional 2007-08. Esta série foi desenhada por Nuno Farinha, e a temática, proposta pelo Comité Português para o API, centra-se nas aves polares que visitam a costa portuguesa.

A sessão contou com intervenções do Prof. Luís Mendes-Victor, Presidente do Comité Português para o API, do Dr. Pedro Coelho, Vice-Presidente dos CTT, e do Dr. Jaime Gama, Presidente da Assembleia da Republica.

Portugal foi um país pioneiro na exploração dos oceanos das altas latitudes, com navegadores como João Vaz Corte-Real que descobriu a Terra Nova e a Península do Labrador, ou Fernão de Magalhães que navegou nas águas austrais, descobrindo a Terra do Fogo, no sul da Argentina e do Chile.
 
Depois de cerca de 500 anos afastado das regiões polares, Portugal renovou o seu interesse nas altas latitudes através de uma forte participação no Ano Polar Internacional 2007-08. Foi fundado o Programa Polar Português e criado um ambicioso projecto educativo que visa aproximar a ciência polar da sociedade.
Mas por que razão Portugal se deve preocupar com as regiões polares? Esta é uma pergunta recorrente, e com respostas simples: os fenómenos que ocorrem nessas regiões tão distantes, têm repercussões à escala do globo e também em Portugal. Exemplos clássicos são a fusão dos gelos polares e os seus efeitos nas alterações climáticas, bem como na subida do nível médio do mar.
 
Contudo, poucos são aqueles que sabem que algumas das aves que frequentam a costa portuguesa nos chegam das regiões polares. Incansáveis viajantes, deslocam-se, sazonalmente, milhares de quilómetros, desde o Árctico e o Antárctico, de modo a beneficiarem das condições temperadas do litoral português.
 
A presente edição de selos pretende dar a conhecer algumas destas aves, com as quais frequentemente nos cruzamos, sem que nos apercebamos de onde vieram. A Gaivina-do-Árctico (Sterna paradisaea) cujas longas migrações ligam o Árctico à Antárctida, passando pelas águas portuguesas, é, sem dúvida, a espécie mais emblemática. Uma ave muito comum no litoral português, o Pilrito-das-praias (Calidris alba), nidifica no Alto Árctico, em terras tão distantes como a Gronelândia, a Sibéria ou a ilha de Ellesmere. Já o Paínho-casquilho (Oceanites oceanicus) é, por excelência, o representante da Antárctida, nidificando nas ilhas daquele continente gelado. Finalmente, aparece a Torda-mergulheira (Alca torda), que nidifica nas arribas do Árctico e inverna nas nossas costas. Esta espécie, que mergulha para obter alimento, acaba, muitas vezes, por se enredar nas artes dos pescadores, aparecendo sem vida em quantidades apreciáveis nas praias portuguesas.
 
Adicionalmente ao conjunto dos selos, uma pagela representa alguns dos seres vivos mais representativos do sensível ecossistema árctico. A região boreal é uma das mais afectadas pelas alterações climáticas, em particular devido à acentuada fusão estival do gelo marinho, que está a pôr em risco a sobrevivência de espécies como o urso-polar (Ursus maritimus).

Gonçalo Vieira coordenou através do Comité Português para o API o lançamento desta colecção.

 
 

O Fim-de-semana da Ciência Polar, iniciativa promovida pelo projecto LATITUDE60! e pelo Comité Português para o Ano Polar Internacional e que decorreu a 31 de Maio e 1 de Junho de 2008 no Pavilhão do Conhecimento, foi um grande sucesso!

As inúmeras actividades que decorreram, dirigidas a públicos de todas as idades, contaram com uma participação maciça. No fim-de-semana, o Pavilhão do Conhecimento foi visitado por mais de 7 mil pessoas que puderam conhecer melhor a ciência polar portuguesa, os cientistas polares, e ainda participar nos workshops, palestras e concursos, visitar as exposições, ver os filmes polares e assistir ao concerto de encerramento.